Arte IA: O mundo parecia consertado. A casa era simples, mas quem entrava sem perceber deixava os melhores pedaços de si mapeados sobre a mesa. As pessoas eram convidadas e saíam leves, como se alguém tivesse apertado um botão interno e resolvido a mente delas sem esforço. Uma moça que sempre se comportava mal, sem saber por quê, acordou um dia e exigiu respeito. Outro, que vivia travado no corpo e nas ideias, agora corria e fazia tudo com alegria. Havia um clima de milagre barato, mas ninguém chamava assim. Eu só achava estranho, talvez porque me acostumei a ver tudo terminando mal, como nos filmes e novelas que fingem ensinar o público a sofrer. Desta vez não tinha final infeliz. Dinheiro, percebi, nunca foi o problema. Sara, desconfiada, entrou com o olhar de quem espera truque e encontrou uma tia Anastácia invisível fazendo quitutes. O cheiro era um abraço. O café da manhã não existia neste mundo. Agora ela sabia cozinha de tudo... e o homem diz: um presente para voce... E quando aquele ser apareceu... pele morena, olhos azuis, roupas alinhadas com uma precisão que nenhuma alfaiataria terrestre saberia copiar... eu, cético, só consegui pensar em duas hipóteses: ou era um ET, ou uma divindade que se perdeu na fronteira entre fé e ficção. Entramos no carro, deixamos as teorias para trás. Na estrada, contei que ele tinha me dito algo estranho. Que dentro da minha cabeça havia coisas valiosas. Que eu nunca mais precisaria me preocupar com dinheiro ou trabalho. Que meu único ofício seria ser feliz, viver inteiro. Achei um absurdo, mas não o tipo de absurdo ruim. Ele falava de conceitos, comportamentos e raciocínios que eu nem sabia possuir, e dizia que agora seriam parte de todos. O pagamento seria o que pudessem dar. Pensei que fosse metáfora, um jeito poético de dizer que o presente é valioso. Mas não. Durante a viagem, que eu nem sabia para onde ia, percebi que aquela casa tinha virado um consultório diferente. Quem entrava ali tinha o pensamento reprogramado... não para ser normal, mas para ser feliz do próprio jeito. E eu, o homem que caiu no mundo, só olhei pela janela e entendi, a normalidade era o que a gente andava precisando distribuir.
Creado por
Detalles del contenido
Información de los medios
Interacción del usuario
Sobre esta creación IA
Descripción
Solicitar creación
Compromiso

O mundo parecia consertado. A casa era simples, mas quem entrava sem perceber deixava os melhores pedaços de si mapeados sobre a mesa. As pessoas eram convidadas e saíam leves, como se alguém tivesse apertado um botão interno e resolvido a mente delas sem esforço. Uma moça que sempre se comportava mal, sem saber por quê, acordou um dia e exigiu respeito. Outro, que vivia travado no corpo e nas ideias, agora corria e fazia tudo com alegria. Havia um clima de milagre barato, mas ninguém chamava assim. Eu só achava estranho, talvez porque me acostumei a ver tudo terminando mal, como nos filmes e novelas que fingem ensinar o público a sofrer. Desta vez não tinha final infeliz. Dinheiro, percebi, nunca foi o problema. Sara, desconfiada, entrou com o olhar de quem espera truque e encontrou uma tia Anastácia invisível fazendo quitutes. O cheiro era um abraço. O café da manhã não existia neste mundo. Agora ela sabia cozinha de tudo... e o homem diz: um presente para voce... E quando aquele ser apareceu... pele morena, olhos azuis, roupas alinhadas com uma precisão que nenhuma alfaiataria terrestre saberia copiar... eu, cético, só consegui pensar em duas hipóteses: ou era um ET, ou uma divindade que se perdeu na fronteira entre fé e ficção. Entramos no carro, deixamos as teorias para trás. Na estrada, contei que ele tinha me dito algo estranho. Que dentro da minha cabeça havia coisas valiosas. Que eu nunca mais precisaria me preocupar com dinheiro ou trabalho. Que meu único ofício seria ser feliz, viver inteiro. Achei um absurdo, mas não o tipo de absurdo ruim. Ele falava de conceitos, comportamentos e raciocínios que eu nem sabia possuir, e dizia que agora seriam parte de todos. O pagamento seria o que pudessem dar. Pensei que fosse metáfora, um jeito poético de dizer que o presente é valioso. Mas não. Durante a viagem, que eu nem sabia para onde ia, percebi que aquela casa tinha virado um consultório diferente. Quem entrava ali tinha o pensamento reprogramado... não para ser normal, mas para ser feliz do próprio jeito. E eu, o homem que caiu no mundo, só olhei pela janela e entendi, a normalidade era o que a gente andava precisando distribuir.
3 months ago